
É cada vez mais fácil obter informações pessoais na web. A optimização dos motores de busca, permitiu minimizar a (ainda) pouca competência de pesquisa que a maioria dos utilizadores possui.
Com essa optimização, os empregadores dispõem de um poderoso recurso informativo sobre os seus candidatos. Basta que estes tenham homepage, blog, um perfil numa rede social (hi5, orkut, netlog, facebook, myspace), frequentem fóruns ou simplesmente tenham os seus nomes em sites de organizações nas quais trabalhem ou tenham trabalhado.
Antevêem-se vantagens para empregadores e candidatos. O processo de recrutamento pode ser mais rico e os candidatos dispõem de uma excelente ferramenta de marketing pessoal. Criar um blog para abordar assuntos da respectiva área profissional ou ter uma homepage ou mesmo um simples perfil no LinkedIn pode dar-nos a conhecer melhor e a mais facilmente difundir competências profissionais e pessoais.
O downsize desta inovação é o uso imaturo e básico que o utilizador comum por vezes faz da web. Situações embaraçosas podem, portanto, ocorrer: candidatos com blogs a mencionar assuntos do foro interno da empresa onde este trabalhe; perfis de redes sociais que indiciam insuficiências emocionais (to say the least), etc.
Face a estas “desvantagens”, surge ultimamente a preocupação em restringir o acesso a este tipo de inconsistências, que, a meu ver, não deixam de fazer parte do individuo. Via Marketing de Busca, foi publicado o primeiro ebook em português sobre “Reputação online”. Cingindo-me aos aspectos salutares do marketing pessoal, o livro tem uma perspectiva interessante de se fazer ver na web, mencionando muitos dos recursos que anteriormente referi neste post e a forma de os usar em favor da nossa divulgação pessoal junto dos empregadores.
O único senão vai mesmo para o título do livro e conselhos anexos. Melhorar a reputação não passa por apagar perfis ou restringir a visualização destes a terceiros. Estar a aconselhar formas de tornear o acesso ao modus operandi como um indivíduo se relaciona com terceiros é desvirtuar a validade de processos de selecção de candidatos. Não quero impor códigos morais ou totalitarismos de conduta, apenas evitar a diminuição da validade de métodos de selecção. Pois, com o seguimento deste género de conselhos, caminha-se para homepages e cv’s estéreis, sem originalidade e criatividade, consequentemente com impulsos controlados.
A diferenciação dos candidatos passa por definir uma zona cega de acção na web, com a consequente responsabilidade por essas acções e não a clivagem entre uma identidade profissional e um obscuro nickname, por detrás do qual, possivelmente a pessoa é mais genuína nas suas acções, mesmo que as suas intenções não sejam as mais salutares.
Edit: Não obstante a minha discordância com alguns pontos, não é demais sublinhar o valor deste ebook, principalmente se se pensar na falta de competências de pesquisa e na necessidade da maioria dos internautas portugueses (alunos em contexto escolar, universitários e adultos inseridos no mercado de trabalho) melhorarem e muito as suas estratégias de posicionamento online.
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This post was written by José LuÃs em Agosto 5, 2007

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