Letivo, de letionar?
O Novo Acordo Ortográfico continua, dia após dia, a mostrar-nos incongruências gritantes ao nível das regras gramaticais e ortográficas.
O primado da fonologia sobre a ortografia sempre foi um pressuposto facilitista de uma certa linguística que se socorreu de lobotomias e afasias para, “cientificamente”, justificar um “módulo fonológico” da aquisição da leitura e, com isto, dispensar as congruentes regras gramaticais do português.
O latim, língua morta (e por isso estável) a partir da qual derivam todas as línguas de civilizações Euro-Americanas do Primeiro Mundo está a ser absolutamente negligenciada com este acordo. basta atender ao exemplo abaixo:
A fonologia em todo o seu esplendor. Em terras de Vera Cruz ainda se usará a forma gramatical correcta, mas, apenas sob a capa do primado da fonologia.
Se quisermos derivar ou mesmo inferir palavras da mesma família, seriamos levados a pensar que letivo seria algo da esfera do letionar. Eu letiono, tu letionas ele letiona. Estranho que em nenhum dicionário encontro significado para este “letionar”. A fazer crer na immplementação para o próximo ano deste “acordo” face ao qual apenas teve parecer positivo de duas instituições em Portugal, prevejo o seguinte:
- O nascimento de uma nova língua: o português erudito;
- A criação de cursos extra-curriculares de latim, ao alcance de poucas bolsas, mas visando uma correcta e abrangente instrução linguística dos nossos filhos;
- A crioulização da língua portuguesa comum, com um aumento óbvio das ambiguidades de significado, aumento de dificuldades de entendimento e conflitos crescentes;
- O disparar de casos de dislexia ortográfica (por subversão de normas neste novo acordo);
Não obstante a legislação obrigar que no Estado se escreva “exceção”, existe a possibilidade de reverter todo este processo, através da subscrição de uma Iniciativa Legislativa de Cidadãos para anular a implementação do acordo e a sua reformulação, respeitando a diversidade linguística das diversas variantes do português. Seria positivo que todo o país a subscrevesse.
Ou o português como o escrevemos hoje estará apenas ao alcance de poucos.




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